• ROGÉRIO TORRES NUNES

A próxima geração dos Beacons para eventos



Beacon em eventos estão se popularizando, e várias empresas estão introduzindo aplicativos baseados nesse modelo nos últimos anos. Tal como acontece com qualquer nova tecnologia, há desafios iniciais, e algumas das limitações da primeira geração.

O problema com o App

"A ideia original era colocar um beacon em cada ambiente e usar o telefone do participante como o receptor. O problema é que você não tem controle sobre os smartphones de todos, nem todo mundo faz o download do aplicativo, ou até nem todos os telefones têm Bluetooth (a tecnologia necessária para receber o sinal), e o aplicativo precisa ser aberto a fim de receber o sinal do beacon, senão não sabemos quem são os usuários ", diz Mike Godsey, vice-presidente sênior de desenvolvimento de mercado da Experient.

A característica mais notável do produto eventBit é a sua independência a partir de um aplicativo móvel. Na maioria das outras implementações de beacon é enviado um sinal para um aplicativo móvel. O aplicativo acorda e registra informações sobre a localização do participante, o tempo de permanência, e envia os dados para a nuvem para posterior processamento: registro da localização servindo de conteúdo para o participante, ou o envio de notificações push.

Um Wearable em vez de um App

Em vez de lidar com as deficiências de um aplicativo para smartphone, a Experient trouxe o conceito wearable que utiliza beacons para cada participante na forma de crachás que são usados como receptores. Como os participantes se credenciarão no evento, eles são recebem um beacon distintivo que transmite um número único. Assim os receptores rastreiam o número do participante que se move através do espaço do evento.

Uma das grandes vantagens do beacon eventBit, Godsey diz, é que todo mundo pode usar um crachá no evento, e ele passivamente recolhe dados sobre 100% dos participantes, face à fraqueza inerente dos sistemas de beacons à base de smartphones. Ele também compete com folga tanto com a tecnologia RFID, que tem pesadas requisitos de eletricidade e hardware, além de requerer que os participantes toquem seus crachás em um receptor, o que nem todos os participantes se lembram ou se motivam a fazer.

Mais dados, mais opções

Com a amplitude do conjunto de dados do eventBit, Godsey explica que uma série de oportunidades surgem para os organizadores. Além de ser capaz de narrar todo o fluxo de tráfego através de um evento, os organizadores da exposição podem vender espaços para stands com base na densidade de tráfego,rastrear o comportamento do inscrito em salas de conferência, sessões de pôsteres e outras atividades. Eles também podem identificar os participantes VIP e recompensá-los com benefícios.

O participante também se beneficia da tecnologia que permite organizar suas atividades no evento, verificando stands já visitados, conferências assistidas, quais serão as próximas atrações, e até receber sugestões de programação baseadas no seu perfil de interesse.

Por fim, ao utilizar a tecnologia, os expositores podem acessar em nuvem um conjunto de dados muio mais valiosos. Eles podem entender em tempo real quem são seus potenciais compradores e onde eles gastaram seu tempo no evento.

Fonte: Event Tech Brief


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